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Artigos úteis

Trabalhar por conta própria na Madeira: como arranjar clientes

Quem trabalha por conta própria na Madeira raramente perde clientes por falta de competência. Perde-os por ser difícil de encontrar, por demorar a responder ou por apresentar propostas que ninguém consegue comparar. Este artigo é sobre esses três pontos.

· 4 min de leitura

Numa ilha, a reputação viaja

A Madeira é pequena o suficiente para que o seu trabalho chegue antes de si. Uma obra bem feita em Santa Cruz é comentada no Caniço, e um serviço mal resolvido também.

Isto tem duas consequências práticas. A primeira é que vale a pena tratar bem trabalhos pequenos, porque são eles que geram a recomendação seguinte. A segunda é que o cliente insatisfeito custa muito mais aqui do que numa cidade grande.

A recomendação já não circula só entre vizinhos. Circula em grupos de bairro, em grupos de proprietários de alojamento local e em aplicações onde qualquer pessoa vê o histórico de quem contrata.

O perfil é a primeira coisa avaliada

Antes de falar consigo, o cliente lê meia dúzia de linhas e olha para fotografias. É aí que decide se pede orçamento ou passa ao seguinte.

Use fotografias do seu próprio trabalho, não imagens genéricas. Antes e depois funcionam melhor do que qualquer texto. Uma parede acabada, um quadro elétrico arrumado, um jardim tratado dizem mais do que a palavra profissional.

Diga também o que não faz. Um perfil que diz canalizações e casas de banho, não faço piscinas atrai menos pedidos e fecha mais trabalhos, porque só o contactam pessoas com o problema certo.

  • Fotografias reais de trabalhos concluídos, bem iluminadas
  • As freguesias e concelhos onde se desloca
  • As línguas em que atende
  • O que faz e o que não faz
  • Se tem atividade aberta e passa recibo

Responder depressa vale mais do que ser barato

Quem tem um problema em casa contacta várias pessoas ao mesmo tempo. Na maior parte dos casos fica com a primeira que responde de forma clara, mesmo que não seja a mais barata.

A rapidez não obriga a ter uma resposta completa. Uma mensagem curta a confirmar que leu, a fazer duas perguntas e a dizer quando pode ver o trabalho já o coloca à frente de metade da concorrência.

Se não puder aceitar, diga-o na mesma. Um não em cima da hora é lembrado como profissionalismo; o silêncio é lembrado como desinteresse.

Uma proposta que o cliente percebe

A maioria das propostas perde-se porque não é comparável. O cliente recebe três valores escritos de maneiras diferentes e escolhe às cegas ou pelo número mais baixo.

Escreva sempre o que está incluído, o que não está, quem compra os materiais, quanto tempo demora e como se paga. Quem escreve isto ganha trabalhos contra orçamentos mais baratos.

Sobre preço, o mais importante é ser explícito quanto ao que faz variar o valor: acesso difícil, um andar sem elevador, uma parede que só se avalia depois de aberta. Sem surpresas no fim.

  • Descrição do trabalho em linguagem simples
  • Materiais incluídos ou por conta do cliente
  • Prazo previsto e disponibilidade para começar
  • Como e quando se paga
  • O que pode alterar o valor e porquê

Os primeiros trabalhos e as primeiras avaliações

No início ninguém tem histórico. A forma mais rápida de o construir é aceitar alguns trabalhos pequenos, executá-los bem e pedir uma avaliação no dia em que termina, enquanto o cliente ainda está satisfeito.

Peça de forma direta e sem insistir. Uma frase basta: se ficou satisfeito, deixe uma avaliação, ajuda-me muito. A maior parte das pessoas faz isso se lhe for pedido na altura certa.

No HomeFix, o perfil, as avaliações e as conversas ficam no mesmo sítio, e a utilização é gratuita para quem presta serviços. Não há comissão sobre o que recebe: o valor é combinado e pago diretamente entre si e o cliente.

Definir a área e contar as deslocações

A ilha é pequena no mapa e grande na estrada. Uma ida ao Porto Moniz ou à Calheta a partir do Funchal ocupa parte do dia mesmo com boas vias rápidas.

Decida a sua área de trabalho e diga-a. É melhor recusar do que aceitar e chegar atrasado, e é melhor combinar antes o custo da deslocação do que discuti-lo no fim.

Agrupar trabalhos por zona no mesmo dia é a diferença entre três serviços e um. Quem trabalha sozinho ganha mais tempo com boa geografia do que com pressa.

O lado administrativo

Trabalhar por conta própria em Portugal implica abrir atividade nas Finanças e emitir recibo pelos serviços prestados. Clientes com alojamento local e empresas costumam exigi-lo.

Se a parte fiscal não é o seu terreno, um contabilista resolve isso melhor e mais depressa do que uma tarde de pesquisa. Vale também confirmar se a sua atividade exige seguro ou certificação específica.

Estar em regra é também argumento comercial. Muitos clientes escolhem quem passa fatura simplesmente por isso.

Perguntas frequentes

Preciso de ter site para arranjar clientes?
Não é obrigatório. Um perfil completo, com fotografias do seu trabalho e avaliações, resolve o mesmo problema para a maioria dos ofícios. Um site ajuda quando trabalha em áreas em que o cliente pesquisa muito antes de contactar, como remodelações ou fotografia.
Devo baixar o preço para ganhar os primeiros trabalhos?
Normalmente não. Baixar o preço atrai o tipo de cliente que muda de profissional assim que aparece alguém mais barato. É mais eficaz aceitar trabalhos pequenos, responder depressa, escrever propostas claras e pedir avaliação no fim.
O HomeFix cobra comissão pelos trabalhos?
Não. A aplicação liga clientes e profissionais e não fica com percentagem nenhuma. O valor é combinado entre as duas partes e pago diretamente, sem intermediários e sem subscrição.

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